welder postado em agosto 03, 2009 09:48

Os serviços de banda larga móvel têm conquistado espaço no mercado brasileiro como opção de acesso à internet, tanto por usuários residenciais quanto corporativos. É o que mostra uma pesquisa realizada pela consultoria Yankee Group, que indica que 51% dos usuários desse serviço no País não têm banda larga fixa em casa. Além disso, 42% deles fazem uso da internet móvel para fins comerciais e pessoais, indica o relatório.
Pelos cálculos da pesquisa, o Brasil encerrará 2009 com 4,6 milhões de assinantes que realmente utilizam serviços 3G - dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) indicam que o mercado brasileiro tem aproximandamente 2,1 milhões linhas capazes de usar serviços de terceira geração e outros 3,6 milhões de dispositivos como modems e cartões de acesso exclusivamente à rede de dados 3G.
A análise leva em consideração exclusivamente dispositivos como modems e placas PCMCIA, usados em notebooks e desktops para conectividade de dados. Segundo o analista da Pyramid Research responsável pela pesquisa, Fernando Faria, três fatores contribuem para o avanço da banda larga móvel no mercado nacional.
Mas o analista da consultoria afirma que as ofertas de internet veloz das operadoras móveis não disputarão mercado com o serviço fixo no que diz respeito a clientes que consomem muita banda, os chamados "heavy users". "Vai usar a banda larga móvel quem está saindo da conexão discada e quem está satisfeito com velocidades de 1Mbps", diz Faria.
Para o analista sênior do Yankee Group, Julio Püschel, o domínio de placas e modems no mercado de terceira geração de telefonia celular deve-se, em parte, à própria estratégia das operadoras, que focaram na oferta deste tipo de equipamento para disseminar a terceira geração. Dos cerca de 2,1 milhões de assinantes de 3G contabilizados no final de 2008 no Brasil (entre usuários da tecnologia EVDO e WCDMA), 1,2 milhão utilizavam modems ou placas.
Püschel diz que a tendência é que, com o passar do tempo, a banda larga fixa ocupe o nicho de provedor de serviços de entretenimento, servindo de plataforma para a oferta de soluções como TV por meio de protocolo internet e para pacotes de acesso à internet em alta velocidade. Já o serviço das celulares terá como diferenciais preço e a mobilidade.
Uso residencial e corporativo
A pesquisa do Yankee Group mostra que 26% das assinaturas de terceira geração são corporativas, indicando que as empresas ainda estão em fase de análise da relação custo-benefício do 3G como forma adicional de acesso a internet. No entanto, 27% dos usuários desse tipo de oferta utilizam o serviço no escritório e em visitas a clientes.
"Muitos dos assinantes estão pagando um plano pessoal e usando para finalidade corporativa sem pedir reembolso da empresa", afirma o especialista. Püschel acredita que o percentual de uso do serviço vai crescer no mercado corporativo.
A maioria dos assinantes de terceira geração (72%) são jovens com idades entre 20 anos e 30 anos. De acordo com o estudo, este perfil está ligado ao fato de o processo de adoção do 3G ainda estar em fase inicial, por isso, os assinantes são pessoas que dão valor a inovações e se dispõem a usar uma nova tecnologia antes de uma adoção em massa.
A pesquisa do Yankee Group foi realizada com 611 assinantes de serviços de terceira geração em três capitais brasileiras: Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo, durante o mês de março deste ano.